Clã Dämmerung

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 "Fiat voluntas tua..."

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Herebus
Marechal
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Masculino Sagitário Cachorro
Mensagens : 258
Raça : Humanos
Classe : Guerreiro(a)
Alinhamento : Neutro

MensagemAssunto: "Fiat voluntas tua..."   Ter Jan 12, 2010 4:31 pm

===============================Capítulo um==================================

Herebus estava em pé em frente à janela, observado a imensidão branca que se estendia por quilômetros a sua frente, e ainda se perguntava se aquele local era o mais adequado para que instalasse a base do clã, numa montanha entre a Cidade Universal e a Cidade Coberta de Neve. Distante de tudo, muito longe da Cidade do Dragão, mas Herebus sabia que poderia contar com os Majores BonVent e Nozgoth para o manterem atualizado sobre os assuntos que estavam sendo discutidos na Cidade do Dragão e no Porto dos Sonhos, respectivamente.

Enquanto olhava os flocos de neve tocarem o vitral de seu aposento, o vitral tinha aproximadamente dois metros de altura por três de largura, o vidro era límpido, podia-se enxergar alguns quilômetros a frente, havia, no vitral, um dragão, delicadamente desenhado com uma caneta de ponta de diamante, trabalho feito a mão pelo artesão mais famoso da Cidade das Plumas, Eorwell, que havia o feito como um favor à Herebus e Alnairan, quando estes salvaram sua família de uma ameaça de sem-almas, o guerreiro parecia estar com o pensamento distante, lembrando-se do motivo pelo qual a sede havia saído do centro do Mapa de Pan Gu, os membros do clã estavam sendo vigiados de perto pelos lacaios de seu pai, ainda mais de perto logo após que os membros conseguiram trazer Kurai de volta, depois de ter seu corpo dominado pele espírito da Lendária Fênix, Herebus sabia que Daerion, seu pai estava a procura dele e de sua irmã, na sua doentia fixação de dominar todo o muno perfeito.

Mas nesse momento seu pensamento migrou para a última expedição realizada por ele e seus amigos, até a Cidade Gelada, onde após muito confronto com criatura de grande poder, eles puderam ter acesso a 4 das armas dos 13 Demônios: Vôo do Desespero, Machado Supremo de Pan Gu, Acaso Abandonado e por último Certeza de Chuva e Névoa.

Antes mesmo de iniciarem a expedição eles encontraram com o Ancião da última cidade antes da cidade gelada, Herebus não conseguia tirar de sua cabeça as palavras do velho chefe da vila, lhe disse naquela ocasião:

“Vocês têm muita coragem ou pouco amor a vida aventureiros, devo admitir. Vocês podem parecer um grupo muito forte, mas nunca serão fortes o suficiente para saírem de lá com as 13 armas. Sim, eu sei que esse é o objetivo de vocês, pois percebo que o Bárbaro e o sacerdote possuem duas dessas magníficas armas, e lhes pergunto: não sentiram nada de estranho ultimamente?

Nenhum peso na consciência ou então alguma Voz dentro de suas cabeças? E quanto a você guerreiro? Quer ter acesso à Certeza de Chuva e Névoa? Mas sabe o motivo de as espadas terem esse nome?”

Todos observavam atônitos, as palavras do Ancião, sem esboçar nenhuma reação.

“Elas tem esse nome devido à finalidade para qual ela foi feita: matar! Não seu iluda, as armas foram feitas para esse propósito, tirar vidas. Pois quem as porta tem a habilidade de transformar inimigos em uma nuvem de chuva e névoa de sangue. Pense muito bem se você quer ser o portador de tal maldição, escute o que lhe digo, estas espadas dar-te-ão muito poder, porém irão te levar para o caminho obscuro de seu coração.”

As palavras do velho soaram como um soco no estômago de Herebus, mas ele não parecia ter mudado sua idéia, ele queria aquelas espadas, mas não para o mal, e sim para fazer o bem e trazer a paz à Pan Gu Mais uma vez.
Neste momento, o guerreiro consegue ouvir passos pelo corredor, eram sons de um salto alto batendo contra o mogno do piso, até que pôde ouvir batidas à sua porta.

- Entre. - Disse ele com a voz firme. A maçaneta dourada girou e a pesada porta de madeira, com um dragão entalhado, começou a abrir devagar, ele pode notar a silhueta que começa a aparecer, era Alnairan, sua amada, viera ver como ele estava, pois nos últimos dias esteve muito ausente.

- Vim ver como está, de uma semana para cá tenho notado que você está agindo estranhamente, e isso tem me preocupado. Desde que voltamos de nossa última expedição, você tem-se mostrado muito desatento . - Alnairan demonstrava preocupação em sua voz e sua expressão. Seu rosto era angelical é verdade, passava uma transparência que Herebus nunca havia visto em ninguém, esta transparência dizia que ela estava realmente intrigada com o que estava ocorrendo.

- Eu estou bem, estava apenas pensando em algumas coisas, tem visto Ashlar? - Herebus tentava desviar de assunto, pois sabia que em se tratando do assunto Ashlar, certamente Alnairan poderia esquecer a sua preocupação para com o guerreiro.

- Ele está em seus aposentos já faz algum tempo. Estou começando a me preocupar com ele. ele tem passado muito tempo com aquele cajado, tem agido estranhamente, e agora você. E tudo isso ocorreu após nossas expedições à Cidade de Gelo. – A esta altura Alnairan demonstrou que a tentativa de Herebus, de fugir do assunto, não foi muito bem aceita por ela.

- E suas dores de cabeça? Elas tem aparecido com freqüência? – Desde que Herebus conseguiu as espadas, começou a sentir fortes dores de cabeça, como se alguém ou algo lhe pressionasse a cabeça, no inicio as dores eram menos freqüentes, em torno de uma ao dias, porém com o decorrer do tempo a freqüência foi aumentando, até chegar ao ponto de que entre 5 e 6 vezes ao dia, o guerreiro se visse acometido pela enlouquecedora dor.

- Estão passando. – Respondeu Herebus, sem conseguir disfarçar o tom de mentira em sua voz, afinal ele mesmo era contra contar mentiras, mas não queria que ela se preocupasse em demasia com isso, afinal eram somente dores de cabeça, nada muito sério. Herebus sorriu e caminhou na direção de Alnairan, com passos suaves porém determinados, ao se aproximar o suficiente, abraçou-a pela cintura e puxou o corpo dela contra o dele em um único movimento rápido e ao mesmo tempo delicado, o guerreiro abraçou-a fortemente durante alguns instantes, ele podia sentir seu perfume de rosas, o aroma que ela mais aforava em toda a terra perfeita, quando ele a abraçava parecia que nada mais no mundo importava. Alnaira retribuiu o abraço dele, colocando seus braços em volta do pescoço, ela sabia que havia algo o incomodando, porém ela não queria interromper aquele momento, afinal, fazia muito tempo que eles não tinham a oportunidade de ficarem juntos, a sós, ela fechou seus olhos e o abraçou com mais força.

Herebus se afastou alguns centímetros da Efla Alada, o suficiente para que eles continuasse abraçados e ele pudesse enconstar a testa dele na dela, de olhos fechados ele começou a passar o seu nariz no dela, para o guerreiro, naquele momento, nada mais importava, a não ser estar ali com ela, vagarosamente ele a beijou, tão suavemente que Alnairan parecia estar sentindo uma nuvem tocar seus lábios. Após o beijo, ambos abriram seus olhos, um olhando para o outro, Herebus disse:

- Minha promessa ainda está de pé. Me tornarei imortal para que assim, nosso amor percorra a eternidade, pois sem sentido seria a minha vida se te perdesse por um instante qualquer. Ele sabia que tal promessa seria muito difícil de ser mantida, mas ele tinha fé que conseguiria, seu amor por ela o guiaria nesta jornada.

Neste momento Herebus sentiu aquela sensação de aperto em sua cabeça, mais uma vez, mas esta era um pouco diferente, mais forte, parecia que havia uma prensa apertando seu cérebro, não conseguia mais pensar, a respiração estava começando a ficar difícil, ele recuou dois passos, Alnairan já estava apavorada com o que estava acontecendo, Herebus caiu de joelhos em com um urro de dor, caiu desacordado.

Alnairan, num movimento de destreza conseguiu evitar que o guerreiro batesse com a cabeça no chão, pegou uma almofada, que estava ao seu alcance, repousou a cabeça dele e sem entrar em pânico, saiu dos aposentos à procura de ajuda. Pensou em chamar Marvin, mas ele estava envolvido com o trabalho que o Marechal o havia pedido para dar conta, ela sabia que, naquele momento, não poderia contar com os Majores Nozgoth e BonVent, pois estes estavam no Porto dos Sonhos e Cidade do Dragão, não hesitou e bateu à porta do Major Ashlar, bateu três vezes em tom apurado, demorou cincos segundos para que p Elfo abrisse a porta de seus aposentos.

- Sim, em que posso ajudar? – Disse o major, entreabrindo a porta e colocando seu rosto para fora.

- Ashlar, é o Marechal, ele está inconsciente em seus aposentos, preciso de ajuda, depressa venha! – Ashlar pode notar o tom de preocupação na voz da Elfa, e num movimento rápido saiu de seu quarto e ambos correram até o quarto de Herebus. Quando chegaram, Ashlar pode ser que o Marechal estava caído no chão e solicitou a ajuda de Alnairan para que ambos colocassem o guerreiro em cima de sua cama. Com algum esforço conseguiram acomodá-lo, enquanto Ashlar o observava, intrigado ele questionou a arqueira sobre o que havia ocorrido, ela prontamente contou toda a história.

- Hum... Entendo, então é isso. Não poderei medicá-lo por enquanto, agora devemos deixá-lo aqui, descansando. Ele irá se recuperar logo e sem nenhuma seqüela, quanto a nós, só nos resta aguardar. – Ashlar estivera trabalhando secretamente no desenvolvimento de uma poção que pudesse anular esse efeito, porém sem sucesso até agora. Ele sabia na própria pele o que as armas dos 13 guerreiros amaldiçoados poderiam fazer, sabia que deveria ajudar o amigo, mas naquele instante ele se encontrava impotente diante do caso.

Alnairan acenou positivamente com a cabeça, ela sabia que Ashlar tinha razão, eles deveriam aguardar, ela decidiu ficar ali, ao lado de Herebus, enquanto o Sacerdote se dirigiu ao seu quarto. Antes de ouvir a porta se fechar, Alnairan olhou para Ashlar e ele, e contrapartida, acenou com a cabeça para ela, ela sabia que tudo acabaria bem, porém não sabia como as coisas iriam transcorrer até lá. Ela estava preocupada com Herebus, sabia que a partir do momento em que ele tocou aquelas espadas, algo de ruim estava por vir.


=============================Capítulo dois================================

Herebus abriu seus olhos lentamente, ele não sabia o que havia ocorrido, a única coisa de que se lembrava era de um zumbido muito forte dentro de sua cabeça seguido de uma imensurável dor, onde parecia que seu crânio comprimia a sua massa encefálica. A primeira figura que viu foi sua noiva, Alnairan, que estava sentada em uma poltrona ao seu lado, dormindo. Sua face transmitia uma paz interior que ele mal sabia como explicar, mas sabia que ao lado dela, tudo parecia melhorar instantaneamente.

Enquanto sentava-se na cama, pode observar algumas almofadas no chão e o tapete central de seu aposento estava embolado, pode presumir o que tinha acontecido, mais um desmaio após a imensa dor em sua cabeça, mas os desmaios não eram o que mais lhe intrigava e sim o fato que, depois de acordar destes desmaios, parecia que nada havia acontecido, acordava como se tivera apenas dormido, sem seqüela ou sequer uma dor, por mínima que fosse. Mas ele sentia que a freqüência e intensidade destas dores aumentaram no último mês, ele sabia que deveria fazer algo sobre aquilo, não poderia morrer assim, não agora neste momento tão crítico.

O Marechal estava sentado em sua cama, com o olhar distante e pensativo, seus longos cabelos, brancos como a neve, estava bagunçados, sua testa estava molhada de suor, seu corpo estava retesado, não por causa da dor ou do desmaio, mas pelo que acabara de lhe ocorrer. “Será? Não posso acreditar! O ancião estava mesmo certo?” Murmurou para si mesmo, percebendo um suspiro vindo da poltrona em que Alnairan estava repousando.

O guerreiro ficou, por alguns instantes admirando sua amada, seu coração de encheu de esperança e, de súbito, decidiu que iria procurar novamente o Ancião, a fim de saber o que estava acontecendo consigo, ele não poderia perecer para estas dores e desmaios, ele tem que lutar, ele tem que proteger àqueles que ama.

Assim decidiu que iria, em uma viagem solo, novamente até a cidade para visitar o Velho Sábio e descobrir o que estava causando sua desgraça.

Levantou-se vagarosamente, caminhou até seu armário, retirou sua sacola, coletou algumas mudas de roupas, guardou-as, neste momento seus ombros pesaram, pensou: “Será que esta é realmente a melhor saída?” Balançou sua cabeça, como que para tirar este pensamento dúbio, para que, assim pudesse prosseguir. Terminou de arrumar sua sacola, aproximou-se do criado-mudo, apanhou um pedaço de papel e uma pena, e escreveu um bilhete para Alnairan.

“Não se preocupe comigo, parti para tentar compreender o que está acontecendo comigo, tenho ciência que, neste momento, sou apenas um peso morto, não tendo condições de auxiliar em nada. Parto para voltar curado de meu mal. Sigam sem mim, por enquanto.

Herebus Hinpshy”

Colocou o bilhete sobre o criado-mudo, aproximou-se da poltrona, beijou a testa de sua amada, admirou-a por mais alguns instantes, seu coração estava chorando por partir, mas não havia outra escolha, ele sabia, ou ao menos, acreditava nisso.
Vagarosamente, caminhou em direção à porta, admirando como nunca os entalhes tão delicadamente feitos na madeira, respirou fundo, girou a maçaneta dourada abrindo a porta, que com seu peso pôs-se a ranger, e saiu do aposento.

Estranhamente a sede do Clã estava silenciosa, a maioria dos membros estava em seus aposentos, cada qual preocupado com seus afazeres, que nem perceberam o Marechal deixar a sede, quando ele abriu a porta dupla que dava acesso ao lado de fora da sede, pode perceber que a noite estava mais escura que de costume e que sua jornada não seria fácil, porém não esmoreceu, caminhou até o estábulo, selou seu cavalo, montou-o e partiu rumo ao norte, rumo à cidade, rumo ao seu destino.

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Ashlar
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MensagemAssunto: Re: "Fiat voluntas tua..."   Qua Jan 13, 2010 5:56 am

Muito bom, H. Ficou bem divertido de ler^^

Aguardando a continuação!!!

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Sethers

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MensagemAssunto: Re: "Fiat voluntas tua..."   Qua Jan 13, 2010 10:19 am

Parabéns, H, a história ficou perfeitamente detalhada, e, como o Ash disse, ficou legal de ler ^_^
Aguardando a continuação!!! [2]
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