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 Desbravando Pan Gu

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Lamarkito

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MensagemAssunto: Desbravando Pan Gu   Qui Abr 22, 2010 10:24 am

Link da Fanfic Original
[Desbravando Pan Gu] As Montanhas do Norte.
Capitulo 01 – A chegada

Sr Locksley estava caminhando calmamente na estrada próximo as praias de Jade, quando decidiu então repousar na vila dos pescadores a Leste dali.

Chegou na vila ao entardecer, os pássaros já repousavam em seus ninhos e ouvia-se de longe, o assovio de dragões não tão distantes e alguns bardos começavam suas cantigas de noite nas beiradas do porto.

Locksley adentrou na taberna, visualizou alguns pescadores e poucos aventureiros. Encontrou uma mesa no canto, sentou-se e pediu um caneco de hidromel com pão defumado.

Calmamente pegou um rolo de papiro em branco e começou a traçar suas aventuras diárias:


476º Lua,
Estava esfriando quando finalmente encontrei o templo situado nas montanhas ao norte do acampamento dos aliados. O guerreiro ainda estava lá, gravemente ferido, encostado nas pedras, longe das vistas dos piratas que cercavam a região. Dei para ele beber, a poção de cor púrpura feita por um sábio boticário. Sentei-me ao lado dele e esperei que ele se recuperasse.
Pouco tempo depois chega então seu irmão, montado em uma espada vermelha flamejante. Ajudei-o a colocar seu irmão na montaria voadora. Amarrei suas mochilas e os vi indo embora.
Olhei para aqueles pobres piratas vagando sem destino, a procura de uma vitima para saquear.
Foi quando avistei uma jovem senhorita, montada em um leopardo tão negro quanto a noite, subindo pela estra...


Sua escrita foi interrompida por um calafrio gélido que surgira repentinamente. Era um sinal. Sempre recebia um sinal que alguma coisa iria acontecer. Guardou seu papiro, tomou mais um gole de hidromel e observou o bardo tocando sua flauta em uma melodia animada.

Pouco tempo depois, uma figura pálida, tão branca quanto os olhos de um cego, adentrou na taberna com dificuldades. Deu alguns passos e caiu brutalmente no chão. Locksley viu alguns pescadores rirem da situação, pensando tratar-se de um bêbado, porem seu instinto lhe dizia outra coisa. Fora até o homem e ajudou a garçonete a levantá-lo e colocar sentado na cadeira mais próxima.

Seus olhos eram azuis, seus lábios estavam roxo e suas narinas eliminava alguma fumaça esbranquiçada, estranhamente gelada, como se seus pulmões estivessem congelando.

- Srta, traga-lhe chá de ervas de pêssego verde – Disse Loskley a garçonete.

Com uma voz fraca, o homem disse:

- Obrigado Sr. Mas não é comigo que deveria se preocupar, mas sim com o que está por chegar.

- Continue, estou a lhe ouvir – Disse Locksley.

- Estava em uma caçada, eu e meus companheiros, nas montanhas geladas... cof cof... quando uma avalanche aconteceu...

A garçonete chega então com o chá. O homem, com dificuldades, bebe um pouco e continua a relatar os fatos.

- Fomos então ver se alguém precisava de ajuda, se a avalanche tinha atingido alguma caravana. Vimos grandes pedras, formando ruínas surgindo no meio da neve. Uma grande gruta, tão alta quanto uma arvore antiga.

Tomou mais um gole de chá, respirou calmamente, fumaças ainda saiam de suas narinas e prosseguiu:

- Uma voz suave, parecia de uma moça, pedia socorro de dentro das ruínas. Fomos então tentar ajuda. Quando fomos surpreendidos por malignas figuras, estranhamente brancas, começaram a lançar feitiços que congelavam. Estava no final da fila, saímos correndo,..., apenas eu consegui me libertar. Corri sem rumo em direção oposta , foram quase 2 dias sem parar, cheguei aqui. Mas como pode ver, fui enfeitiçado e meus pulmões estão cada dia mais difíceis de respirar. Um grande mal assola aquela região, temo essas criaturas saírem e atacarem as vilas próximas... alguém.... cof cof... alguém tem que fazer alguma coisa.

- Onde mesmo disse que fica essas ruínas Sr.? – Perguntou Locksley ao viajante.

- Nas montanhas geladas ao extremo oeste daqui. – Respondeu.

Sr. Locksley pensou então em verificar pessoalmente o que estava acontecendo. Mas não naquela noite, não era o momento certo. A primeira coisa que fez, fora solicitar ao taberneiro que encaminhasse o viajante para um quarto com cobertas quentes. Deixou algumas moedas de ouro para pagar a hospedagem.

Pegou outro quarto, antes de repousar na noite pensou:

Que Pan Gu me proteja nessa noite e me acompanhe amanhã na minha jornada as montanhas geladas!”

(by Lamarkito)

Capitulo 02 – Iremos conseguir

- SOCORROOOO! – Gritou uma voz do lado de fora da taberna.

Começou a ouvir então, barulhos de golpes de metais contra metais, um chiado alto e agudo sobressaia por toda a vila. Locksley então acordou rapidamente, levando um susto com um pedaço de metal entrando pela janela. Olhou pela janela, estava escuro ainda, via-se apenas brilhos metálicos em diversos pontos.
Olhou para os céus e disse:

- RAGTOOO!!!

Uma forte onda de vento concentrou ao redor de Locksley, circulavam fortemente, lembrando um furacão. Sua pele começou a clarear, pêlos começaram a nascer por todo o corpo.
Locksley se ajoelhou, mordendo os dentes, tão fortes que quebraria o mais duro dos metais. Suas unhas começaram a crescer, afiadas e pontiagudas como uma ponta de espada. Uma cauda cresceu na região lombar, seus olhos começaram a ficar vermelhos como o fogo, suas mãos viraram patas flamejantes. Listrar pretas fazem detalhes desenhados dos músculos. Locksley em alguns segundos deixou de ser um Bárbaro para tornar-se um Tigre Branco.
Locksley saltou pela janela, conseguiu visualizar o que estava acontecendo. Um grande monstro com escamas de dragão, lembrando vagamente um centauro, mas com um corpo mais robusto e escamoso. Suas patas e peitoral possuem poros por onde saem labaredas de fogo que iluminam o caminho de sua lança afiada, cortando o que via pela frente.
Era um antigo General Amaldiçoado pela sua deserção em uma guerra contra os Sem-Almas. Condenado a viver trancado em uma Tumba repleta de ossos e terror. Vendeu sua alma para tornar-se o General Qin Tomb. Ele e seus exércitos de piratas errantes juntaram-se para assomar o terror na região da praia de Jade, junto com os seres malditos com formatos de caranguejos metálicos.
Uma horda de piratas, caranguejos metálicos, tornava a madrugada na vila dos pescadores, mais destruidoras juntamente com o General.
Alguns velhos e senhoras se concentravam ao redor da fogueira, tentando se proteger desse mal que invadia a região. Estavam sendo cercados pelos invasores, intimidáveis e destinados a destruir e matar tudo e todos que vissem pela frente. Locksley vendo a cena, pulou a entre os moradores e os monstros. Soltou um rugido tão forte e tão alto, que atraiu a atenção de todos os inimigos ao redor para sua figura.
Locksley então saiu correndo para fora da vila, levando todos os inimigos junto. General Qin Tomb, ao ver seu bando correndo atrás do tigre branco, ficou extremamente irritado com a situação e decidiu partir para cima dos pescadores que estavam próximo da fogueira. Levantou sua lança para investir contra aqueles indefesos velhos e senhoras, quando seu golpe foi interrompido por uma flecha de luz que o atingiu no peito.
A flecha saiu de uma jovem moça de cabelos tão amarelos quanto o Sol, de pele tão clara quanto água, olhos tão verdes quanto esmeraldas, tinha um corpo tão leve que parecia flutuar com o vento.
Revoltado pela interrupção, Qin Tomb partiu saltitando então em direção da jovem.
Ela deu dois saltos no ar, se lançou para frente, dando uma volta em torno de si. Duas lindas asas brilhantes surgiram em seu dorso. Voou então em direção onde Locksley estava a batalhar contra o bando de piratas.

- Que tal uma ajudinha aqui amigo? – Disse a jovem para Locksley

- Estou meio... – Deu um giro tão rápido capaz de acertar todos os oponentes ao redor sem ao menos notarem de onde foram acertados – ... meio ocupado no momento.

- Se pegares o grandão aqui, lhe ajudo com os ferimentos de cortes. – Insistiu a alada.

Sem tirar a atenção dos piratas e caranguejos, Locksley observou a ira que saia dos olhos do General, pensou logo que deveria investir duramente contra ele, para que tirasse o foco da moça que voava ao redor do grupo. Deu dois saltos para se livrar do circulo de sem almas que o cercavam e partiu para cima de Qin Tomb, agarrou-lhe o peitoral, deu-lhe uma mordida tão forte, que o fez jorrar sangue para todos os lados. Pronto, o General já havia esquecido seu alvo principal, agora estava investindo contra Locksley com sua lança gigante.
Eram tantos golpes, que o Tigre não conseguia se esquivar de todos, sua pele era grossa, porem, não conseguia resistir a todos os golpes, alguns arranhões inevitavelmente surgiam em sua couraça. A Jovem alada, dos céus, concentrava suas mãos no peito, rezava em alguma linguagem desconhecida. Mesmo na noite, uma luz forte surgia do céu, como um jato diretamente para Locksley, que imediatamente sentia seus ferimentos cicatrizarem. Revitalizando assim suas forças de combate.
Em algum tempo, conseguiu eliminar os inimigos menores, deixando apenas o General ainda de pé. Era uma luta feroz, a lança de Qin Tomb parecia cortar o ar, mas o Tigre era rápido, se esquivava e lançava-se com uma Ira em suas garras afiadas. Sentindo-se derrotado, prestes a cair sobre o chão frio, Qin Tomb então colocou-se em fuga, mergulhou nas águas profundas do Mar de Wuji.

- Vamos atrás dele, estamos quase conseguindo derrotá-lo – Disse a Jovem

- Melhor não minha cara, essas águas guardam segredos ocultos e perigosos, como um grande camarão gigante que atende pelo nome de Rei dos Sete Mares. – Respondeu Locksley.

- Já ouvi falar deste, melhor então irmos na vila ver como estão todos.

Foram então até a vila, pensaram que iriam encontrar todos aterrorizados pela situação. Muito pelo contrario, o que se via, era um grupo de pescadores revoltados, fazendo um grande circulo em volta de um guerreiro. Todos com lanças e foices na mão, ameaçando a vida do rapaz.

- ROARRRRRR, o que está acontecendo aqui? – Perguntou Locksley indignado – Ao invés de ajudarem contra os sem almas, lançam-se contra um de nós?

- Foi tudo culpa dele – Respondeu uma voz na multidão.

No centro, havia um rapaz sendo segurado por 3 outros homens. Ele se debatia tentando se soltar, mas estava fortemente preso. Era um jovem guerreiro, via-se nos olhos o arrependimento.

- Pois nada aconteceu, então soltem-no agora! É uma ordem. – Disse o Tigre Branco com fogo nos olhos.

- É isso ai, soltem o garoto – Insistiu a jovem que acompanhava Locksley. – Enquanto vocês ficaram a brincar de carrascos, eu e o Tigrão aqui demos conta dos invasores.

A multidão então, apesar de estarem em maioria, conhecia a fama do Tigre Branco que ordenava-os. Já haviam solicitado inúmeras ajudas a ele. E por respeito, soltaram o jovem que fugiu em direção a estrada Sul.

- E se ele voltar trazendo mais invasores? – Alguém perguntou.

- Ele não irá trazer mais ninguém. Cuidarei pessoalmente disso. – Respondeu Locksley – Agora reergam as portas, arrumem suas casas e reorganizem suas vidas.

Seguiu então em direção do quarto onde havia se hospedado. Entrou no quarto e disse:

- Ebtagide Mosrto zet mo zterogot. Guitdo sou zedot.

Mais uma vez o ar se concentrou em círculos ao redor de Locksley, e o efeito começou a se desfazer. Voltando a ser um Bárbaro que anda em duas pernas.
Já estava amanhecendo, pegou suas coisas então e caminhou para fora da hospedaria.
Lá fora, estava a Jovem alada, ajoelhada, rezando. Abriu os olhos ao pressentir a presença de Locksley.

- Aonde vamos? – Perguntou ela.

- Eu irei seguir meu caminho, você o seu.

- Meu caminho esta ao seu lado nos próximos dias, para onde iremos? – Persistiu

- Não vou negar sua ajuda, muito menos sua companhia. Mas saiba que minha jornada será repleta de desafios e perigos iguais ou piores que este que enfrentamos esta noite.

- Assim meus dias se tornaram mais divertidos. – Soltou uma leve risada e pôs a seguir ao lado de Locksley.

- Tudo bem, mas antes iremos encontrar alguém.

- Quem é?

- Verás em breve minha jovem. – Disse Locksley – Mas antes de continuarmos, diga-me seu nome.

- Podes me chamar de Venus – Respondeu – Você é o famoso Locksley não é? O dito Desbravador?

- Prazer Venus, sim, sou Locksley O Desbravador.

Caminharam conversando por mais algum tempo, quando pararam próximo a uma grande arvore. Locksley pegou seu tronco e chacoalhou com tanta facilidade, que parecia que ia arrancá-la do chão. Algumas folhas caíram, juntamente com um grito de desespero:

- PAREEEE, EU DESÇO – Era uma voz masculina, jovem e cheia de vida.

Desceu das arvores, o guerreiro que havia arrumado aquela confusão na vila.

- Não tenho dinheiro, se é o que querem – Comentou.

- Não queremos seu dinheiro, apenas seu espírito de encarar desafios. – Disse Locksley – Lhe proponho uma jornada que talvez você não sobreviva. Talvez ninguém sobreviva.

Os olhos do guerreiro brilharam ao ouvir tais palavras, alguma coisa dentro dele, fez o sangue ferver de emoção. Afirmando assim com a cabeça.
Zenkay era um humano, admirador das artes marciais, sua arma estava em seus punhos. Sempre estava à procura de novos desafios. E Locksley sabia disso, viu nos olhos do garoto quando estava na vila, e por isso acreditou que seria muito útil em sua jornada para as Montanhas Geladas.
Caminharam em direção a estrada Sul. Passaram pelo acampamento das tropas aliadas, que treinavam constantemente para formar grandes soldados em defesa das muralhas da cidade do Dragão. Chegando na Cidade Norte da Grande Cidade do Dragão, logo encontraram diversos guerreiros e viajantes com suas encomendas enormes, carregando com ajuda de mulas e cavalos. Alguns mercadores carregavam tantos martelos que mal conseguiam puxar suas mulas para a concentração de lojas que fica na cidade Sul. Outros carregavam Baús Dourados, protegidos por 4 guerreiros. Acreditava-se que ali, haveria a maior concentração de Moedas em um único baú.
Cruzaram então as pontes que guardavam o lago sagrado, protegido por 4 grandes estatuas de reis dragões. Conversavam muito, mas ninguém questionava por onde Locksley estava indo. Apenas o seguiam, pois sabiam que estavam protegidos e que em breve viria a maior aventura de suas vidas. Chegaram então ao grande mercado, por uma determinação do Imperador, todo o comercio deveria se situar nas regiões Sudeste da Cidade do Dragão.

- Aqui vocês encontraram a maior variedade de equipamentos e utilidades. Vejam o que quiserem e me encontrem ao entardecer na Taberna ao norte daqui, lá servem um excelente hidromel. – Disse Locksley – E ah, não arrumem confusão.

Separaram-se então, cada um fora ver quantas lojas e tendas abertas, negociando itens e variedades. Locksley seguiu mais para o canto, alguma coisa lhe dava segurança que iria encontrar alguém que não via há tempos.
Em um quiosque ao canto das muralhas, havia um grande volume de filhotes: coelhos, cachorros, gatos, ramsters, cervos, sapos, porcos voadores, etc, estava tendo a Feira de Filhotes Ornamentais. Lá estava ela, linda como sempre, era a única pessoa até agora que conseguiu fazer Locksley recuar em batalha. Seu coração puro e sua voz delicada davam a Locksley, a segurança necessária para sua jornada. O único problema era as confusões em que ela se metia quando o assunto era “pequenos amigos”, que ela chamava aos filhotes.

- Vovó, não vende esses coelhos todos para esse crápula ai! – Argumentou Kiyarah – Ele não vai treiná-los e só vai tirar-lhes a pele para tecer uma peça de roupa barata.

Em seguida Kiyarah fechou os olhos, pronunciou algumas palavras desconhecida. A muralha próxima começou a tremer, algumas pedras caíram da muralha, ao lado de Kiyarah que continuava a se concentrar. Essas pedras então começaram a se movimentar sozinhas, uma a uma foram se unindo, sobrepondo e tomando a figura de um Golem de pedra. Soltou um grunhido grosso, colocando para correr o comprador que queria levar os 10 filhotes de coelho.

- Kiyarah, Kiyarah – disse Locksley – Você não toma jeito mesmo, não é moça?

Ela olhou para trás e visualizou seu antigo amigo, há tempos não o via, mas parecia que jamais o havia deixado naquela madrugada nas proximidades da Vila Nanke. Partiu sem pensar em dar um forte abraço carregado de saudades e carinho no seu grande amigo.
Locksley explicou a situação, sobre o que o viajante lhe contou na Taberna a noite anterior. Mais do que disposta, Kiyarah achou fascinante a idéia, pois lhe recordava que naquela região havia encontrado seu primeiro filhote de Urso polar, cujos pais haviam sido massacrados por caçadores de recompensas.
Kiyarah não parava de falar, contava todos os dias e noites que vieram depois que ela partiu em busca da Fenix das Cinzas nas montanhas perfumadas. Locksley mantinha-se atento, pois sabia que ela notava quando alguém não lhe dava atenção. Caminharam em direção a saída Sul da Cidade do Dragão, sempre gostavam de conversar em uma pequena ponte de madeira que parava na metade do rio e olhavam alguns aventureiros que buscavam o casco de uma tartaruga negra, chamada Mortal, que existia na região. Conversaram tanto, que as horas passaram tão rapidamente que quando foram perceber, já estava anoitecendo.
Foram então para a Taberna na Cidade Norte, se encontrar com Venus e Zenkay que certamente já haviam comprado mantimentos e equipamentos necessários para a jornada.
Ao entrar na Taberna, havia muitos viajantes, todas as mesas estavam ocupadas. Locksley então avistou um humano de pele avermelhada, com uma barba bem feita e olhar atento aos movimentos, principalmente das moças no recinto. Era Maggio, um velho amigo de Locksley. Ao avistar o Bárbaro adentrar com uma jovem morena de olhos verdes, com um par de asas de morcegos em sua cabeça, usando roupas tão atraentes quanto seu próprio corpo.

- Sir L,... – Disse Maggio referindo-se a Locksley - Há quanto tempo,... Venha aqui,... Sente-se comigo, tenho lugares!

- Olá Mr M, na verdade estou à procura de dois outros companheiros, uma jovem alada e um rapaz humano. – Respondeu

- Mesmo assim, tenho lugares, chame-os aqui, servirei uma rodada de hidromel a todos – Disse Mr M, já se levantando e puxando a cadeira para a bela Kiyarah sentar.

Sentaram-se então, o taberneiro trouxe lhes canecos de hidromel com uma porção de pão defumado. Brindaram e tomaram. Locksley começou a explicar a situação para Maggio e certamente se interessou no assunto, pois poderia treinar suas novas habilidades arcanas nessa aventura.
O tempo passava, e nenhum sinal dos dois que procuravam, quando começou uma bela voz a cantar na melodia de uma Gaita de fole.

♪♫♪
Bu zhi ri luo yue sheng duo shao ge xia qiu
Bu zhi wo yi zhe yang ben pao le duo jiu
Wo cong chu sheng jiu zhu ding yi sheng de xun qiu
Yuan fang na wan mei shi jie de ai he zi you
♫♪♫
Fly with me
In the perfect world
Go with me just like a bird
Mei shen me neng zu lan zi you de tian di
♫♪♪

Era uma voz doce como o assoviar dos pássaros na primavera, todos então pararam de conversar, para escutar tal canto, acompanhado com maestria na gaita de fole. Locksley se surpreendeu ao saber que se tratava de Venus cantando e Zenkay tocando. Aguardaram algumas musicas, para que os artistas saíssem do palco e se acomodarem na mesa.
Após as devidas apresentações, começaram a conversar sobre a nova jornada.

- Como vos falei – Continuou Locksley – Um grande mistério assombra as Montanhas Geladas. Após uma avalanche, ruínas surgiram entre a neve, dando passagem a uma cidade subterrânea, com um grande mal assombrando o mais gélido dos seres. Precisamos de roupas quentes e muita energia. Pois não sabemos o que existe lá dentro.

-
Precisamos tomar cuidado[/i] – Comentou Kiyarah, sempre prudente em seus comentários – Pois o mistério sempre esta acompanhado com o medo, não podemos nos deixar abalar por ele.

- Eu não tenho medo de nada, rÁ – Disse Zenkay

- Posso aprimorar nossas defesas contra investidas magias – Disse Venus

- Confio em nossos talentos, e estamos muito bem acompanhados – Comentou Maggio, olhando pervertidamente para Kiyarah e Venus.

Locksley então levantou a caneca sem sinal de brinde, todos acompanharam, então pronunciaram em uma única voz:

- IREMOS CONSEGUIR!!
(by Lamarkito)


Última edição por Lamarkito em Sex Abr 23, 2010 3:34 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   Qui Abr 22, 2010 3:29 pm

Bravo, Lama!!

Como já disse no fórum da Lug, o começo promete.

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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   Sex Abr 23, 2010 11:05 am

Um prólogo instigante, intrigante, de suspense. 'O quê virá a seguir?' * esperando pela 2ª parte*.
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Lamarkito

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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   Sex Abr 23, 2010 3:32 pm

Atualizado com Capitulo 02
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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   Sab Maio 15, 2010 12:13 pm

Uma das coisas q acho legal na sua fic é a utilização de figuras conhecidas do jogo, como o Qin Tomb. Vc lhe deu dignidade como adversário e isso tb é legal. A narrativa é leve com pitadas de humor. Eu, particularmente, ri muito quando vc menciona o Imperador. Qual seria o nome dele? Imperador Lug? Kkkkkk. Npcs e situações no e do jogo, como o guerreiro lurador de bosses e mercadores carregados de martelos ( hehehehe ), levam os jogadores-leitores a 'entrarem' rápido na história.
A aventura continua, espero.


PS1 – Se me permitir, gostaria de fazer um pedido. Eu leio in game, nos fóruns, You Tube, etc, jogadores q n jogam de bárbaro, mas esses tb, dizerem q tancaram tais e tais bosses. Após afirmarem q 'fizeram e aconteceram' mencionam q na pt estavam ele, mais um sacer e citam outras classes. Meu pedido é q vc, sendo um bárbaro famoso e respeitado ( sentiu a 'puxada nas suas partes baixas' ? ), valorize o trabalho dos sacers. Na passagem da luta contra o Qin, por exemplo, poderia narrar o efeito q a cura da sacer produzia em Sir L não apenas 'visualmente' mas tb internamente, as sensações produzidas pela revitalização. Acho q isso, por exemplo, valorizaria a personagem Vênus e a principal função de sua classe. Um protagonista quando é bem coadjuvado cresce em cena e a própria cena ganha uma outra dimensão.

PS2 – Um outro pedido é de desculpas por demorar a postar meu comentário. Eu li a segunda parte de sua fic logo q soube de sua postagem mas eu brigo muito com as palavras na hora de escrever e isso acaba me atrasando bastante.
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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   Seg Maio 17, 2010 3:39 pm

Lama, seu safado, eu aqui esperando a continuação no nosso fórum e vc já a postou no fórum da LUG. Tá ok. Vc tá prestigiando nosso tutor, hehehehe. Eu li e me empolguei mais ainda. Sua narrativa cresceu. Suas qualidades como escritor são inegáveis. A cena do crime tá muito boa, assim como o suspense de um embate iminente entre o assassino e Sir L e Mr. M quando se veem cara a cara. Aguardo ansioso, como todos q já leram os capítulos iniciais, a continuação.
Quando a arte, nuss, q inveja! Queria desenhar como esse artista. Ele tem o traço q eu gostaria de ter, se desenhasse.
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MensagemAssunto: Re: Desbravando Pan Gu   

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